terça-feira, 15 de maio de 2012

LETÍCIA SCARPA - ENTREVISTA EXCLUSIVA


Multifacetada, Letícia Scarpa vem divulgando o seu primeiro trabalho fonográfico que traz por característica a mesma qualidade presente nas diversas atividades as quais já desenvolveu.

Por Bruno Negromonte


Com mais de 20 anos de estrada, Letícia Scarpa mostra-se uma profissional inquieta, procurando aplicar as suas aptidões naquilo que acredita, sempre pautando-se na excelência. Ela é o tipo de profissional que se joga de corpo e alma em seus projetos, dando o melhor de si naquilo que faz, e com esse novo desafio não seria diferente. A artista, que já atuou em telenovela, locuções, passando pelo cinema e também na apresentação de programas de tv (atividades estas que podem ser conferidas na pauta publicada em nosso espaço recentemente intitulada: " CONTEMPORANEIDADE E TRADIÇÃO FUNDEM-SE EM "LÊ", ÁLBUM DE ESTREIA DE LETÍCIA SCARPA") vem atualmente mostrando o seu primeiro disco lançado ao longo do segundo semestre de 2011. Batizado de "", este trabalho mostra as novas habilidades dessa multifacetada mulher, dentre as quais o seu lado compositora, que aparece em 11 das 12 faixas existentes no trabalho. O resultado dessa nova aventura não poderia ser melhor. Letícia tem tido ótima receptividade tanto da crítica especializada quanto do público e a prova disto se dá através de alguns acontecimentos relevantes dentre os quais a pré-seleção ao Prêmio da Música Brasileira (maior premiação da música brasileira) e a execução de algumas faixas executadas em programas de rádio norte-americanos.

De maneira atenciosamente como sempre, a artista concedeu esta entrevista exclusiva para os leitores do Musicaria Brasil. E nesse bate-papo ela conta, dentre outras coisas, sobre a escolha do repertório do disco, sobre a sua receptividade as novas experiências profissionais  e fala também um pouco sobre sua pretensão de cair na estrada com o repertório do disco como vocês podem conferir a seguir.




Como se deu o seu envolvimento com a música? É algo inato que vem da infância sob influência de alguém da família ou não?

Letícia Scarpa - Meus pais sempre gostaram de música e a música sempre esteve muito presente em minha vida desde menina. Ouvíamos muita música, dos mais variados estilos. E eu gostava não só de ouvir, de cantar junto também. Mas não posso dizer que o meu envolvimento profissional com a música, ou até com as artes, seja por influência direta de alguém da família, pois não há ninguém que tenha se profissionalizado nessa área. Fui descobrindo a possibilidade de fazer música aos poucos, estudando e abrindo caminhos em minha vida para que ela pudesse acontecer de outra forma.


Quem acompanhou a pauta referente ao lançamento desse seu trabalho de estreia percebeu que você tem um extenso currículo no meio artístico nessas duas décadas de carreira. Apesar de você ter passado dentre outras experiências por aulas de canto, percepção musical, harmonia, improvisação, arranjo e composição porque só resolveu se aventurar no canto agora?

Letícia Scarpa - Vejo a aventura de cantar como um movimento natural da minha carreira artística. O canto é mais uma maneira de me expressar que experimento agora.
Como atriz, cantei profissionalmente algumas vezes, como quando participei de um espetáculo musical ou em gravações de histórias infantis. Eram situações específicas, nas quais o canto complementava minha atuação, quem cantava era o personagem. Em função do meu trabalho, sempre investi em aulas de canto como um complemento à minha formação. Estudei com Nancy Miranda, Vivi Keller, Mara Melges, Paulo Brito, e fui aos poucos descobrindo a Letícia cantora. A idéia de gravar um CD era para mim um daqueles sonhos de criança que você acha que nunca vai realizar, e foi aos poucos criando forma. Mas no início achava que gravaria um CD como intérprete, não pensava em compor. Então, há algum tempo, senti necessidade de me aprofundar no conhecimento da música e parti para um curso mais completo. Descobri então a Letícia compositora e cantar acabou sendo consequência.


Na sonoridade do álbum, evidenciam-se de certo modo, as suas raízes pernambucanas em "Zumbaiá", faixa do disco que se aproxima dos ritmos nordestinos e que conta com a participação do ator, cantor e dançarino Antônio Carlos Nóbrega. Como surgiu a ideia desse convite e a participação desse múltiplo artista?

Letícia Scarpa - Minhas raízes estão plantadas em muitos cantos. Costumo falar que tenho o sangue “puro brasileiro”, ou seja, uma mistura total. E é claro que isso acaba aparecendo na música que faço. Meu pai é pernambucano, e a Zumbaiá traz forte influência dos ritmos nordestinos. Isso ficou ainda mais claro com a participação do Antônio Nóbrega, um dos muitos presentes que recebi neste trabalho. Conheci o Nóbrega há mais de 20 anos, quando ele estava se instalando no espaço que ocupa hoje na Vila Madalena, aqui em São Paulo, o Brincante. Eu estava terminando o curso de Arquitetura na USP e, a convite de um professor, acompanhei e registrei todo o processo de “nascimento” daquele espaço, que foi tema do meu trabalho de graduação. Quando o arranjo da Zumbaiá foi se delineando e o baião foi se mostrando, o Edu Maranhão (com quem produzi o CD) e eu pensamos em convidar o Nóbrega, não só pelo ritmo nordestino, mas também, como estava fazendo um CD autoral, por ele fazer parte de um pedaço da minha história pessoal.


“Lê” é um disco essencialmente autoral. Só não se faz por inteiro por conta da canção “Temporal”, que é uma composição do Edu Maranhão. Como se deu a escolha dessa faixa especificamente?

Letícia Scarpa - Temporal é uma música muito especial para mim. É uma daquelas que eu queria ter feito. Foi “paixão à primeira audição”. Muito antes de eu começar a trabalhar no CD, o Edu tocou a Temporal para mim e eu me encantei imediatamente. Tocou minha alma. Assim que ele terminou de tocar eu disse que queria ser a primeira a gravá-la. Quando estávamos escolhendo as músicas para o CD, mesmo sendo a única canção que eu não assino como compositora, nem cogitei deixar de fora. Minha relação com esta canção é tamanha que, curiosamente, certa vez, o Edu Maranhão disse para alguém que ela era também parceria nossa, mas não é.


O título do disco nos remete não só a abreviação do seu nome, mas também sugere uma espécie de convite à leitura. Leitura esta que deve se dar de maneira auditiva e sensitiva. Como se deu a escolha do título do álbum?

Letícia Scarpa - Como todo trabalho autoral, até a escolha do título foi um processo. Muitos artistas usam só o próprio nome como título num primeiro trabalho, mas eu queria que o título do meu CD dissesse algo mais sobre o trabalho. Chegamos a pensar em usar o nome de uma das canções, mas acabamos optando por LÊ pela múltipla possibilidade de interpretação. É um convite à leitura dos textos, já que muitas das canções que componho vêm de poemas que escrevo, e também à leitura da música como um todo através dos outros sentidos, além, claro, da referência ao meu nome.


As suas experiências anteriores tanto na televisão quanto no teatro como atriz e apresentadora e locutora foram valiosas até que ponto pra emoldurar Letícia Scarpa enquanto cantora?

Letícia Scarpa - Muito. As linguagens do teatro, da televisão e do áudio, como atriz, locutora ou cantora, são muito diferentes, mas ao mesmo tempo têm muitas intersecções. E as experiências que tive nas outras áreas fazem parte do meu repertório pessoal de possibilidades artísticas. Sem dúvida esse repertório se faz presente na hora de cantar, não tem como ser diferente. E acredito que ele enriqueça e amplie as possibilidades da Letícia cantora.


O seu lado “ourives” também se faz presente no momento em que você compõe ou restringem-se ao momento em que está a serviço da hl6?

Letícia Scarpa - Pra mim é tudo uma coisa só. Música, jóias, teatro, TV... Mudam as formas, mas tudo é expressão, são maneiras de eu interagir com o mundo, explorando os sentidos, investigando, questionando, experimentando, ousando... Meu olhar estético permeia tudo isso procurando fugir de regras ou pretensões. Na HL6 eu desenho e faço jóias como pequenas esculturas de usar. Componho e faço arranjos musicais como quem constrói uma jóia ou um personagem. E por aí vai... O lado bom de passear por tantas formas de expressão é que eu posso ir me libertando dos vícios e regras de cada uma delas, o que acaba trazendo um certo frescor ao que faço.


Na elaboração do álbum dois nomes figuram com um certo destaque: Edu Maranhão e Michele Wankenne. Você poderia nos dizer de que modo surgiram essas profícuas parcerias?

Letícia Scarpa - O Edu Maranhão foi figura chave na elaboração deste trabalho. É meu parceiro de composição e com ele fiz os arranjos e a produção do CD. Além disso, toca vários instrumentos. Ele é muito talentoso. Ouvi o trabalho do Rodrigo Del Arc, que ele havia produzido e gostei muito. Então, convidei-o para produzir o meu CD. Começamos a compor e foi um belo encontro, temos muitas afinidades artísticas e em alguns aspectos somos complementares. Isso traz grande fluência para o nosso trabalho juntos e ao mesmo tempo amplia os olhares sobre o que estamos fazendo. A Michele Wankenne é outra parceira muito querida e talentosa. Um dia, conversando, surgiu a idéia de tentarmos compor juntas. Nosso trabalho fluiu muito bem desde o primeiro encontro e seguimos compondo. Acho que as parcerias são assim mesmo. Se tiver que ser, é e pronto.


Como têm sido receber notícias como a que seu álbum de estreia está entre os pré-selecionados para o maior prêmio da música popular brasileira e faz parte dos playlist do programa "Som do Brasil - O melhor da Música Brasileira de Todos os Tempos", na rádio WKCR 89,9 FM de Nova York?

Letícia Scarpa - Tenho recebido muitos presentes maravilhosos com este trabalho. Estes são alguns deles... Fiz o CD por uma necessidade artística pessoal, é um trabalho independente, sem direcionamentos comerciais. Então, fico muito feliz de ver este “filho” ganhando mundo e sendo reconhecido. Saber da pré-seleção para o Prêmio da Música Brasileira foi uma grande surpresa para mim e uma alegria enorme. Tocar em Nova York e na Bélgica em programas de MPB, ao lado dos grandes nomes da nossa música, que foram e são referência para mim e para o meu trabalho, é uma grande honra. Também é muito bom ouvir comentários bacanas, tanto de profissionais da música como dos ouvintes, e saber que as pessoas estão curtindo meu álbum. Tudo isso me incentiva a continuar querendo fazer música cada vez melhor.


Há pretensões em cair na estrada com este álbum de estreia ou as atividades exercidas paralelamente impossibilitam a princípio esse desejo?

Letícia Scarpa - A adaptação deste trabalho para palco é mais uma empreitada criativa do tamanho ou até maior que a de produzir o CD, pois o álbum foi construído sem a preocupação com o formato, as possibilidades e as limitações de um show. Escolhemos o que achávamos mais adequado para os arranjos de cada canção. Utilizamos uma grande variedade de instrumentos para a construção dos diferentes ritmos. Para fazer o show da forma que eu gostaria teria que ter mais disponibilidade e deixar de lado as outras atividades, pelo menos por um tempo, o que para mim é inviável neste momento. E também já estou trabalhando nas composições e na elaboração de um próximo projeto de gravação enquanto divulgo este trabalho. Tudo isso faz com que meu desejo de colocar o LÊ no palco tenha que esperar um pouco, por enquanto.  




Maiores Informações:
Site Oficial - www.leticiascarpa.com.br
Contato para shows e aquisição do álbum: leticia@leticiascarpa.com.br


O álbum pode ser adquirido através dos seguintes endereços:
Belém (PA) - Ná Figueredo-Estação - Tel: ( 91)32123421
São Paulo (SP) - Baratos Afins - Tel: 11 3223-3629
São Paulo (SP) - Ponto do Livro - Tel: 11 2337-0506
São Paulo (SP) - Zaccara Cds - Tel: ( 11)3872-3849


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PERNAMBUCANO HERBERT LUCENA LIDERA INDICAÇÕES PARA O PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA


O Prêmio da Música Brasileira anunciou hoje a lista de indicados a sua 23ª edição. O compositor pernambucano Herbert Lucena obteve o maior número de indicações. Seu álbum Não me peçam jamais que eu dê de graça aquilo que eu tenho pra vender, concorre em quatro categorias: Revelação, Melhor Disco e Cantor Regional, além de Melhor Projeto Gráfico.

Entre os finalistas estão Criolo, Beth Carvalho, Dominguinhos, Dori Caymmi, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Marisa Monte e Gal Costa. No total, são 104 nomes, selecionados a partir de 735 CDs e 93 DVDs inscritos e distribuídos em 16 categorias. O homenageado deste ano é o mineiro João Bosco, que celebra 40 anos de carreira. A cerimônia será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho.

Entre os estados, o Rio de Janeiro se mantém na ponta, com 35 indicações, seguido por São Paulo, com 32. Pernambuco é o terceiro estado em número de indicações. Vencedor de 18 prêmios ao longo de 22 anos, Dominguinhos concorre em três categorias pelo álbum Iluminado: melhor arranjo (Gilson Peranzzetta), melhor álbum instrumental e melhor instrumentista.

O grupo Mundo Livre S/A concorre como melhor banda nacional e Lula Queiroga como melhor álbum nacional, por Todo dia é o fim do mundo. Samba de latada ao vivo, de Josildo Sá e Paulo Moura, está indicado na categoria melhor álbum regional. Quinteto Violado foi indicado na categoria melhor grupo regional. Silvério Pessoa concorre como melhor cantor regional.

Confira a lista dos indicados:

CATEGORIA ARRANJADOR
ARRANJADOR:
• Dori Caymmi por ‘Urubupeba’ - Antonio Carlos Bigonha
• Gilson Peranzzetta por ‘Iluminado’ - Dominguinhos
• Mario Adnet por ‘ Jobim Jazz’ – Mario Adnet

CATEGORIA CANÇÃO:
 ‘Arrasta a Sandália’, de Dayse do Banjo e Luana Carvalho - intérpretes Beth Carvalho e Zeca Pagodinho (CD ‘Nosso samba tá na rua’)
• ‘Sinhá’, de João Bosco e Chico Buarque - intérprete Chico Buarque (CD ‘Chico’)
• ‘Zoeira’, de Moacyr Luz e Hermínio Bello de Carvalho - intérprete Áurea Martins (CD ‘Depontacabeça’)

CATEGORIA PROJETO VISUAL
• Dalua e Mestre Maurão, disco ‘O samba de roda de Dalua e Mestre Maurão’ – Gringo Cardia
• Herbert Lucena, disco ‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’ - Evandro Borel
• João Parahyba, disco ‘O samba no balanço do jazz’ – Bijari

CATEGORIA REVELAÇÃO
• Criolo
• Filipe Catto
• Herbert Lucena


CATEGORIA CANÇÃO POPULAR
MELHOR ÁLBUM
• ‘Cauby ao vivo – 60 anos de música’, de Cauby Peixoto, produtor Thiago Marques Luiz
• ‘Duas Faces – Jam Session’, de Alcione, produtor Alexandre Menezes
• ‘Eu Voltei’, de Angela Maria, produtor Thiago Marques Luiz

MELHOR DUPLA
• Bruno e Marrone (‘Juras de Amor’)
• Chitãozinho e Xororó (‘Sinfônico 40 anos’)
• Rionegro e Solimões (‘Virou Festa’)

MELHOR GRUPO
• Banda Calypso (‘Meu Encanto Vol.16’)
• Banda Signus (‘Em Busca de Você’)

MELHOR CANTOR
• Agnaldo Timóteo (‘A Força da Mulher’)
• Cauby Peixoto (‘Cauby ao vivo – 60 anos de música’)
• Fábio Jr. (‘Íntimo)

MELHOR CANTORA
• Alcione (‘Duas Faces – Jam Session’)
• Angela Maria (‘Eu Voltei’)
• Célia (‘Outros Românticos’)


CATEGORIA INSTRUMENTAL
MELHOR ÁLBUM
• ‘Iluminado’, de Dominguinhos, produtor Zé Américo Bastos
• ‘Mafuá’, de Yamandu Costa, produtor Peter Finger
• ‘The art of samba jazz’, de Dom Salvador Sextet produtor Dom Salvador

MELHOR SOLISTA
• Dominguinhos (‘Iluminado’)
• Hamilton de Holanda (‘Brasilianos 3’)
• Yamandu Costa (‘Mafuá’)

MELHOR GRUPO
• Dom Salvador Sextet (‘The art of samba jazz’)
• Quinteto Villa-Lobos (‘Ernesto Nazareth’)
• Zimbo Trio (‘Autoral’)


CATEGORIA MPB
MELHOR ÁLBUM
• ‘Chico’, de Chico Buarque, produtor Luiz Claudio Ramos
• ‘É luxo só’, de Rosa Passos, produtores Renata Borges e Luiz Felipe Caetano
• ‘Poesia musicada’, de Dori Caymmi, produtor Dori Caymmi

MELHOR GRUPO
• 5 a seco (‘Ao vivo no Auditório Ibirapuera’)
• Passo Torto (‘Passo Torto’)
• Quarteto Primo (‘Dorival’)

MELHOR CANTOR
• Cauby Peixoto (‘A voz do violão’)
• Dori Caymmi (‘Poesia musicada)
• Filipe Catto (‘Fôlego’)

MELHOR CANTORA
• Áurea Martins (‘Depontacabeça’)
• Mônica Salmaso (‘Alma Lírica Brasileira’)
• Rosa Passos (É luxo só)


CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK
MELHOR ÁLBUM
• ‘Nó na orelha’, de Criolo, produtores Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman
• ‘Tempo de menino’, de Pedro Luis, produtores Rodrigo Campello e Jr. Tostoi
• ‘Todo dia é o fim do mundo’, de Lula Queiroga, produtores Lula Queiroga e Yuri Queiroga

MELHOR GRUPO
• Agridoce (‘Agridoce’)
• Graveola e o lixo polifônico (‘Eu preciso de um liquidificador’)
• Mundo Livre s/a (‘Novas lendas da etnia Toshi Babaa’)

MELHOR CANTOR
• Caetano Veloso (‘Zii e Zie ao vivo’)
• Criolo (‘Nó na orelha’)
• Seu Jorge (‘Músicas para churrasco Vol.1’)

MELHOR CANTORA
• Gal Costa (‘Recanto’)
• Marisa Monte (‘O que você quer saber de verdade‘)
• Zélia Duncan (‘Pelo sabor do gesto – Em cena’)


CATEGORIA REGIONAL
MELHOR ÁLBUM
• ‘Na eira’, de Ponto Br, produtor André Magalhães
• ‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’, de Herbert Lucena, produtores Herbert Lucena e Alexandre Rasec
• ‘Samba de latada ao vivo’, de Josildo Sá & Paulo Moura, produtores Wagner Santos e Josildo Sá

MELHOR DUPLA
• César Oliveira e Rogério Melo (‘Rio Grandenses (Volume I – Histórico e Volume II - Convidados’)
• Kleuton e Karen (‘Genuinamente Caipira’)
• Luiz Augusto e Amauri Garcia (‘Meu interior’)

MELHOR GRUPO
• Pé de Mulambo (‘Segura essa munganga aí, menino!)
• Ponto Br (‘Na eira’)
• Quinteto Violado (’40 anos’)

MELHOR CANTOR
• Chico Teixeira (‘Mais que o viajante’)
• Herbert Lucena (‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’)
• Silvério Pessoa (‘Collectiu – Encontros Occitans’)

MELHOR CANTORA
• Kátya Teixeira (‘Feito de corda e cantiga’)
• Roberta Nistra (‘Roberta Nistra’)
• Socorro Lira (‘Lua bonita – Zé do Norte 100 anos’)


CATEGORIA SAMBA
MELHOR ÁLBUM
• ‘Em boas e mais companhias’, de Ivor Lancelotti, produtor Família Lancelotti
• ‘Fabiana Cozza’, de Fabiana Cozza, produtor Paulão 7 cordas
• ‘Nosso samba tá na rua’, de Beth Carvalho, produtor Rildo Hora

MELHOR GRUPO
• Casuarina (‘Trilhos – terra firme’)
• Fundo de quintal (‘Nossa verdade‘)
• Sururu na roda (‘Se você me ouvisse – 100 anos de Nelson Cavaquinho’)

MELHOR CANTOR
• Arlindo Cruz (‘Batuques e romances’)
• Douglas Germano (‘Orí’)
• Leandro Lehart (‘Ensaio de escola de samba’)

MELHOR CANTORA
• Aline Calixto (‘Flor morena’)
• Beth Carvalho (‘Nosso samba tá na rua’)
• Fabiana Cozza (‘Fabiana Cozza’)


FINALISTAS - ESPECIAIS
DVD
• Caetano e Maria Gadú / ‘Multishow ao vivo’, diretores Gualter Pupo e Fernando Young
• Chitãozinho & Xororó / ‘Sinfônico 40 anos’, diretor Cassio Amarante
• Djavan / ‘Ária ao vivo’, diretores Gabriela Gastal e Gabriela Figueiredo

ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA
• ‘Goodnight Kiss’ / Delicatessen, produtores Beto Callage e Carlos Badia
• ‘Pure gold’ / Boss in drama, produtor Péricles Martins
• ‘Short stories’ / Babi Mendes, produtor Flávio Medeiros

ÁLBUM ERUDITO
• ‘Dvorak-Bruch / Osesp – Antonio Carlos Menezes, Cláudio Cruz e John Neschling
• ‘Liszt: Harmonies Du Soir / Nelson Freire
• Tchaikovsky – Sinfonia N° 5 – A Tempestade / Osesp – Fabio Mechetti e John Neschling

ÁLBUM INFANTIL
• ‘Crianceiras’ / Márcio de Camilo, produtor Márcio de Camilo
• ‘Embolada’/ Rita Rameh e Luiz Waack, produtores Luiz Waack e Rita Rameh
• ‘Par ou ímpar’/ Kleiton e Kledir, produtores Kleiton e Kledir

ÁLBUM PROJETO ESPECIAL
• ‘Liebe Paradiso’ / Celson Fonseca e Ronaldo Bastos, produtor Duda Mello
• ‘O samba carioca de Wilson Baptista’ / Vários artistas, produtor Rodrigo Alzuguir
• ‘Panorama do choro paulistano contemporâneo’ / Vários artistas, produtor Sérgio Mendonça

ÁLBUM ELETRÔNICO
• ‘Incoming jazz’ / Projeto CCOMA, produtor projeto CCOMA
• ‘Lá onde eu moro’ / João Hermeto, produtor João Hermeto
• ‘New perspective’ / Gustavo FK, produtor Gustavo FK


Fonte: diariodepernambuco.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MARINÊS, 05 ANOS DE SAUDADES

No centenário do rei da baião, completa-se 05 anos de ausência da rainha do xaxado.



Dia 14 de maio, assim como 02 de agosto (dia da morte do inesquecível Luiz Gonzaga) e 10 de julho (data marcada pela morte de Jackson do Pandeiro), marcou o calendário cultural nordestino como uma das datas que gostaríamos de esquecer. Foi nesse dia, que faleceu no Real Hospital Português de Beneficência, a cantora Inês Caetano de Oliveira, a saudosa Marinês. A artista se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral ocorrido em Caruaru, nove dias antes de seu falecimento.


Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja. Aos 10 anos de idade começou a participar de programas de calouros, tendo chegado a competir num deles, com o também ainda menino Genival Lacerda. Foi casada com o sanfoneiro e produtor Abdias, com quem se casou aos 14 anos. Depois de premiada com um sabonete numa retreta de rua, espécie de concurso de calouros ao ar livre, no bairro da Liberdade, onde morava, resolveu inscrever-se num programa de calouros na rádio local e, para fugir da vigilância dos pais, acrescentou o Maria ao seu nome. Ao ser anunciada no concurso, o locutor acabou por chamá-la de Marinês, e ela, gostando, adotou o nome artístico.


Em 1949 formou com o marido Abdias o Casal da Alegria. Em seguida, o casal juntou-se ao zabumbeiro Cacau e formou um trio. Este trio, no começo dos anos 50, passou a atuar como a Patrulha de Choque do Rei do Baião, especializada em realizar apresentações nas praças das cidades onde Luiz Gonzaga iria tocar, interpretando músicas do seu repertório, anunciando sua chegada nas cidades do interior do Nordeste, num trabalho feito espontaneamente. Seu encontro com o Rei do Baião deu-se na cidade de Propriá, em Sergipe, apresentados pelo prefeito da cidade, Pedro Chaves. Na mesma noite do dia em que se conheceram, fizeram um show juntos. Com o apoio de Luiz Gonzaga, que lhe ensinou o xaxado, a carreira de Marinês ganhou impulso, sendo então batizada de "A Rainha do Xaxado". Gravou seu primeiro disco em 1956, lançado no ano seguinte pela Sinter, apresentando-se como Marinês e sua Gente. Gravou na ocasião, a quadrilha "Quadrilha é bom", de Zé Dantas e o xaxado "Quero ver xaxar", de João do Vale, Antonio Correia e Leopoldo Silveira Junior.

Em 1957, gravou dois grandes sucessos, os xotes "Peba na pimenta", de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera e "Pisa na fulô", de João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Jr., que foram posteriormente regravados por inúmeros artistas. No mesmo ano, lançou o xaxado "Xaxado da Paraíba", de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes e o xote "O arraiá do Tibiri", de João do Vale e Silveira Jr. Ainda nessa época, a convite de Luiz Gonzaga, vão para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram no programa "Caleidoscópio", na Rádio Tupi. Em 1958, gravou de Rosil Cavalcânti os baiões "Aquarela nordestina" e "Saudade de Campina Grande". Gravou ainda, de Gordurinha e Wilson de Morais, o baião "Perigo de morte". No mesmo ano participou do filme "Rico ri à toa", de Roberto Faria. Em 1959, gravou de Antônio Barros e Silveira Jr. o baião "Velho ditado" e o xote "Marieta". Em 1960, gravou da mesma dupla o baião "Mais um pau-de-arara" e o chótis "Balanço da saudade". No mesmo ano, transferiu-se para a RCA Victor, onde lançou, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes, o xote "Viúva nova" e, de Onildo Almeida, o xaxado "História de Lampeão". Gravou ainda, de Zé Dantas e Joaquim Lima, a polca "Chegou São João". No mesmo ano recebeu o troféu Euterpe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como a melhor cantora regional. Em 1961, gravou os cocos "Gírias do Norte", de Jacinto Silva e Onildo Almeida e "Cadê o Peba", de Zé Dantas. No mesmo ano, gravou a moda de roda "Marinheiro", de motivo popular com arranjos de Onildo Almeida e o coco de roda "No terreiro da Usina", de Zé Dantas. Gravou ainda o LP "Outra vez Marinês", que lhe rendeu um segundo troféu Euterpe, além de ter obtido o prêmio de melhor vendagem.

Em 1962, gravou, de Onildo Almeida, as modas de roda "Siriri, sirirá" e "Meu beija-flor". No mesmo ano, gravou de João do Vale e José Batista o xote "Xote de Pirira" e de João do Vale e Oscar Moss o coco "Gavião". Em 1963, gravou as modas de roda "Balanceio da usina", de Abdias Filho e João do Vale, e "Pisei no liro", de Juvenal Lopes. No mesmo ano, gravou, de João do Vale e B. de Aquino, o xote "Xote melubico" e o baião "Macaco véio". Em 1984 apresentou-se em diversos shows em teatros da periferia do Rio de Janeiro dentro do projeto Pixinguinha, além de fazer participações especiais em discos do conjunto The Fevers e de Zé Ramalho. Em 1986, lançou o LP "Marinês e sua Gente - Tô chegando", com a participação especial de Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jorge de Altinho. Com Luiz Gonzaga, interpretou "Tá virando emprego", de Luiz Gonzaga e João Silva, com Dominguinhos, "Agarradinho", de Michael Sullivan e Paulo Massadas, com Gilberto Gil, "Doida por uma folia", do próprio Gil e "Quatro cravos", de Jarbas Mariz e Cátia de França, e com Jorge de Altinho, "Jeito manhoso", de Nando Cordel. Em 1987, gravou pela RCA Victor o LP "Balaio de paixão", interpretando, entre outras, as composições "Tô doida pra provar do teu amor", de Nando Cordel, "Fulô da goiabeira", de Anastácia e Liane, "Novinho no leite", de Nando Cordel e "Feitiço", de Jorge de Altinho. Em 1988 estreou na Continental com o disco "Feito com amor", onde regravou sucessos dedicados à festas juninas. Recebeu discos de ouro com "A dama do Nordeste" e "Bate coração". Gravou diversas músicas consideradas apimentadas e que mexeram com a moral da época, como "Peba na pimenta" e "Pisa na fulô", de João do Vale, "Cadarço de sapato", "Xote da Pipira" e "Viúva nova", entre outras.




Devido a essas gravações, chegou a ter problemas com os meios católicos do país, tendo ocorrido casos de padres que durante as missas pediam aos fiéis para não comprarem seus discos, como foi o caso de "Peba na pimenta". Com a separação do marido e produtor Abdias, ficou alguns anos sem gravar; ainda sim, lançou cerca de 30 discos, entre 78 rpm, LPs e CDs. Dentre os seus LPs, estão "Nordeste valente", "Balaiando" e "Cantando pra valer". Em 1995, lançou o CD "Marinês cidadã do mundo". Ainda nos anos 1990, participou do disco de forró lançado por Raimundo Fagner. Em 1998, com produção da cantora Elba Ramalho, lançou pela BMG o CD "Marinês e sua Gente", contando com a participação de importantes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea, quase todos do Nordeste. Uma das faixas de destaque é o dueto com Alceu Valença em "Pelas ruas que andei", do cantor e compositor pernambucano. No mesmo ano, a Copacabana/EMI lançou uma coletânea de seus sucessos remasterizados na série "Raízes Nordestinas". Foi a primeira mulher a formar um grupo de forró. Em 2000 teve CD lançado pela BMG dentro da série "Eu só quero um forró", no qual contou com as participações especiais de Gilberto Gil na música "Quatro cravos" e Alceu Valença em "Pelas ruas que andei".

Fonte: Cantoras do Brasil

NEI LOPES, 70 ANOS

Embora pouco presente sob os holofotes da mídia principal, Nei Lopes é hoje um nome de peso na cultura brasileira, constituindo-se mesmo numa referência. E esta referência no último dia 09 de maio completou 70 anos. 


Sambista, compositor popular e, hoje, cada vez mais escritor, Nei vem, desde pelo menos os anos 80, marcando decisivamente seu espaço, às vezes com guinadas surpreendentes.


Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas. Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como Guinga, Zé Renato, Fátima Guedes e Moacyr Luz, esforço esse que culminou com sua participação no projeto “Ouro Negro”, em homenagem aos maestro Moacir Santos. O trabalho resultou em cinco elogiadas letras, escritas para canções do homenageado, gravadas em CD por Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco, Djavan e Ed Motta.

Intérprete de suas próprias canções, Nei Lopes tem vários discos gravados, em registros solo ou em conjunto com outros artistas, como o CD “Nei Lopes - De Letra & Música” (Velas, 2000), em que recebe como convidados Alcione, Chico Buarque, Emílio Santiago, Dona Ivone Lara, João Bosco, Martinho da Vila, Dudu Nobre, Dunga, Arlindo Cruz & Sombrinha, Zé Renato, Toque de Prima, Fátima Guedes e Zeca Pagodinho. Em 2004, lança, pela FINA FLOR o CD PARTIDO AO CUBO (release ao final).

Em televisão, Nei Lopes escreveu e apresentou, entre outros musicais, “Pagode” (Rede Globo, 1987); “Dia Nacional do Samba” (Manchete, 1988); “Presença Negra”(TV-E, Rede Brasil, 1995); e “Saravá, Tio Samba”(Idem, 1996).

Em teatro, encenou “Oh, Que Delícia de Negras!”, revista musical, com partitura de Cláudio Jorge (Teatro Rival, 1989); “Clementina” (1999) e “O Rancho da Sereia” (2000) com o elenco de alunos de teatro do Centro Cultural José Bonifácio, da Prefeitura do Rio.

No plano internacional, Nei Lopes apresentou-se em 1997 em Angola, em espetáculos nas cidades de Luanda, Benguela, Lobito e Lubango, nas comemorações do “Festival do Trabalhador”, em 1987; e em Havana, Cuba, no “Festival Internacional da Juventude”, em 1997 e no Cubadisco, em maio de 2001.


Em 2001, Nei Lopes lança pela Dantes Editora, um livro, encomendado, sobre História e curiosidades bem-humoradas dos subúrbios cariocas. Chama-se “Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos”.

Em fevereiro de 2003, lança, pela Edições Folha Seca & Casa da Palavra, o livro "Sambeabá, o que não se aprende na Escola". Em 2004, sua Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana é lançada pela Editora Summus.



No ano de 2004 publicou, pela Summus Editorial/Selo Negro, "Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana".

No ano de 2005 foi lançado o livro "O samba do Irajá e de outros subúrbios: um estudo da obra de Nei Lopes", de Cosme Elias, originalmente uma dissertação de mestrado do autor.

Em 2006 publicou "Partido alto, samba de bambas" (Editora Pallas) e "Kitábu: O livro do saber e do espírito negro-africanos", pela Editora Senac-SP, livro no qual fez uma análise filosófica e literária da África e sua diáspora, seus povos, suas línguas e suas religiões na visão dos próprios africanos e dos europeus.

Para teatro, compôs trilhas para as peças "O perverso sonho da igualdade" e "Auto da Indendência", ambas de Joel Rufino dos Santos.

Participou de diversas antologias poéticas.

Entre as honrarias recebidas destacamos o troféu "Golfinho de Ouro" (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro), do Governo do Estado do Rio de Janeiro; "Prêmio Tim de Música" e a "Ordem do Mérito Cultural", conferida pelo Governo Federal na Presidência de Luíz Inácio Lula da Silva.

Em 2009 lançou o primeiro romance intitulado "Mandingas da mulata velha na Cidade Nova" (Editora Língua Geral). Neste mesmo ano foi lançada a sua biografia escrita pelo jornalista Oswaldo Faustino para a "Série Retratos do Brasil Negro", da Editora Negro Edições.


UMA OBRA RESPEITÁVEL

Cantor

Correto intérprete de suas próprias canções, Nei Lopes tem passagem por palcos importantes, como o do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Municipal de Niterói, João Caetano, Dulcina, Rival, Memorial da América Latina e SESC-Pompéia, SP, entre outros. Em Havana, Cuba, apresentou-se no Teatro Nacional, em 1997 e 2001. 

Escritor
Pesquisador sistemático das culturas africanas, Nei Lopes é autor, a partir de 1981, de vasta obra publicada em livros e periódicos.

Conferencista
Graças à sua atuação intelectual, Nei Lopes tem sido convidado a participar, como conferencista, painelista e integrante de mesas redondas em eventos realizados em locais como as universidades do Estado do Rio de Janeiro, Federal do Rio de Janeiro, Federal do Maranhão, Federal de Pernambuco, Federal Fluminense etc., sempre discorrendo sobre aspectos das culturas africanas no continente de origem e na diáspora.



Livros:
O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical (1992)
Incursões sobre a pele: poemas (1996)
Novo Dicionário Banto do Brasil (1999)
171-Lapa-Irajá: casos e enredos do samba (1999)
Zé Kéti: o samba sem senhor (2000)
Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos (2001) 
Logunedé: santo menino que velho respeita (2002)
Sambeabá: o samba que não se aprende na escola (2003)
Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (2004)
Kitábu, o livro do saber e do espírito negro-africanos (2005)
Partido-alto, samba de bamba (2005)




Discografia Oficial:

A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes - LP (EMI, 1981)
Faixas:
01 - Só chora quem ama - Goiabada cascão - Mel e mamão com açúcar - Coisa da antiga (Wilson Moreira e Nei Lopes)
02 - Coité, cuia  (Wilson Moreira e Nei Lopes) 
03 - Gotas de veneno - Senhora liberdade  (Wilson Moreira e Nei Lopes) 
04 - Noventa anos de abolição 
(Wilson Moreira e Nei Lopes) 
05 - Silêncio de bamba 
(Wilson Moreira e Nei Lopes) 
06 - Samba do Irajá - Não foi ela 
(Wilson Moreira e Nei Lopes) 
07 - Candongueiro 
(Wilson Moreira e Nei Lopes) 
08 - Gostoso veneno 
(Wilson Moreira e Nei Lopes) 
09 - Ao povo em forma de arte 
(Wilson Moreira e Nei Lopes)

Músicos:
Violão de 7 cordas - Dino
Violão de 6 cordas - Rogério Rossini
Cavaquinhos - Carlinhos e Alceu
Bandolim - Afonso
Trombone - Nelsinho
Clarinete - Netinho
Flauta - Geraldo
Acordeom - Julinho
Bateria - Aladim
Ritmo - Nosso Samba - Marçal - Luna - Eliseu - Geraldo Bongô - Caboclinho - Cabelinho - Testa - ZezinhoTrambique
Coro - "Nosso Samba"e "As Gatas"
Arranjos - Maestro Rogério Rossini




Negro Mesmo – LP (Lira/Continental, 1983)


Faixas:
01 - A Epopéia do Zumbi (Nei Lopes)
02 - Lundu Chorado (Nei Lopes)
03 - Tia Eulalia na Xiba (Nei Lopes - Cláudio Jorge)
04 - Vou Te Buscar (Nei Lopes)
05 - Jongo do Irmão Café (Wilson Moreira - Nei Lopes)
06 - Moqueca de Idalina (Nei Lopes)
07 - Efun-oguedê (Nei Lopes - Wilson Moreira)
08 - Solução Urgente (Carlão Elegante - Nei Lopes)
09 - Água de Moringa (Wilson Moreira - Nei Lopes)
10 - Que Zungu (Nei Lopes)



O Partido Muito Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes (EMI, 1985)

Faixas:
01 - Mocotó Do Tião (Nei Lopes e Wilson Moreira)
02 - Tempo De Glória (Nei Lopes e Wilson Moreira)
03 - Fidelidade Partidária (Nei Lopes e Wilson Moreira)
04 - Caído Com Elegância (Nei Lopes e Zé Luis do Império)
05 - Chave De Cadeia (Nei Lopes e Wilson Moreira)
06 - Eu Já Pedi (Jurandir Cândido e Wilson Moreira)
07 - Raio De Luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes)
08 - Sandália Amarela (Nei Lopes e Wilson Moreira)
09 - Tereza Firmeza (Nei Lopes)
10 - Aquele Quê (Wilson Moreira)
11 - Pot-pourri: Jardim Do Coração / O Mais Belo Requinte (Nei Lopes e Wilson Moreira)
12 - Esculacho (Nei Lopes e Wilson Moreira)


Canto Banto: 300 Anos de Zumbi (Saci, 1996)

Faixas:
01 - Nosso nome, Resistência (Nei Lopes, Sereno e Zé Luis do Império)
02 - Ginga, Angola! (Nei Lopes)
03 - Lalá Morena (Nei Lopes)
04 - Afrolatinô (Nei Lopes - Cláudio Jorge)
05 - Pega no pilão (Nei Lopes - Wilson Moreira)
06 - Maracatumba (Nei Lopes - Efson)
07 - Samba, Iaiá (Nei Lopes - Wilson Moreira)
08 - Canto para Angana - Zâmbi (Nei Lopes - Serafim Adriano)
09 - Mironga no mato (Nei Lopes - Wilson Moreira)
10 - Essa nega Guiomar (Nei Lopes)
11 - O velho na ladeira (Nei Lopes - Wilson Moreira)
12 - A epopéia de Zumbi (Nei Lopes)


Sincopando o Breque ( CPC-UMES, 1999)


Faixas:
01 - Baile no Elite (João Nogueira - Nei Lopes)
02 - Água de barrela (Zé Luiz - Nei Lopes)
03 - Samba na medida (Nei Lopes)
04 - Ladrão de galinha (Maurício Tapajós - Nei Lopes)
05 - Cara e coroa (Zé Luiz – Cláudio Jorge - Nei Lopes)
06 - Feicão de boboca (Dauro do Salgueiro - Nei Lopes)
07 - Justiça gratuita (Nei Lopes)
08 - Caído com elegância (Zé Luiz - Nei Lopes)
09 - A neta da madame Roquefort (Rogério Rossini - Nei Lopes)
10 - Coisa feia (Nei Lopes)
11 - O Vendedor de ilusões (Nei Lopes)
12 - A Hora do touro (Nei Lopes)
13 - Você sabia? (Nei Lopes)
14 - Rainha do lar (Nei Lopes)



De Letra e Música (Velas, 2000)


Faixas:
01 - Senhora liberdade (Wilson Moreira, Nei Lopes) 
(Com Zé Renato - Wilson Moreira) 
02 - Goiabada cascão 
(Wilson Moreira, Nei Lopes) / Coisa da antiga (Wilson Moreira - Nei Lopes) / No tempo do dondom (Nei Lopes) (Com Toque de Prima) 
03 - Senhora da canção (Claudio Jorge - Nei Lopes) (Com Alcione e D. Ivone Lara) 
04 - Tempo de glória 
(Wilson Moreira - Nei Lopes) (Com João Bosco) 
05 - Debaixo do meu chapéu (Nei Lopes) (Com Arlindo Cruz e Sombrinha) 
06 - Loura Luzia (Dacreu, Nei Lopes) (Com Dunga) 
07 - Samba do Irajá (Nei Lopes) (Com Chico Buarque) 
08 - Gostoso veneno (Wilson Moreira, Nei Lopes) (Com Martinho da Vila) 
09 - Minha arte de amar (Zé Luiz - Nei Lopes) (Com Fátima Guedes) 
10 - Moqueca de Idalina (Nei Lopes) (Com Zeca Pagodinho) 
11 - Sonho de uma noite de verão (Reginaldo Bessa - Nei Lopes) (Com Guinga) 
12 - Gotas de veneno (Wilson Moreira - Nei Lopes) (Com Emílio Santiago) 
13 - Fumo de rolo(Nei Lopes) (Com Dudu Nobre) 
14 - Ganzá do Seu Leitão (Cleber Augusto - Nei Lopes) / Mocotó do Tião (Wilson Moreira - Nei Lopes) (Com MPB-4) 
15 - Fidelidade partidária (Wilson Moreira, Nei Lopes) (Com Joyce) 



Partido ao Cubo (Fina Flor, 2004) 


Faixas:
01 - Samba De Eleguá (Nei Lopes)
02 - Roupa De Chita (Nei Lopes e Sereno)
03 - Samba Como Era (Nei Lopes) / Participação: Tantinho da Mangueira
04 - O Tempero De Dona Iaiá (Nei Lopes e Sidney da Conceição)
05 - Lá Na Roça (Geocy do Cavaco e Nei Lopes)
06 - Partido Pescado (Dunga e Nei Lopes)
07 - Deixa Ela Chorar (Xororô)(Nei Lopes) / Participação: Tantinho da Mangueira
08 - Ele É Quem Manda (Nei Lopes e Wilson Moreira)
09 - Dona Maria Mourão (Nei Lopes)
10 - Dendê, Dandá (Nei Lopes)
11 - Dona Inocência (Eliseu do Rio e Nei Lopes)
12 - Mulher De Paletó (Nei Lopes)
13 - Ô, Glória! (Nei Lopes e Ruy Quaresma)
14 - Partido Ao Cubo (Nei Lopes)

Chutando o Balde (Fina Flor, 2009) 


Faixas:
01 - Chutando Balde (Nei Lopes)
02 - Samba de Fundamento (Magnu Sousá - Maurílio de Oliveira - Nei Lopes)
03 - Dicionário (Everson Pessoa - Nei Lopes)
04 - Saracuruna-Seropédica (Ruy Quaresma - Nei Lopes)
05 - Pala pra Trás (Magnu Sousá - Nei Lopes)
06 - Deusas e Devassas (Everson Pessoa - Nei Lopes)
07 - Pombajira Halloween (Ruy Quaresma - Nei Lopes)
08 - Bugre do Milênio (Everson Pessoa - Nei Lopes)
09 - Tira-Gosto (Ruy Quaresma - Nei Lopes)
10 - Águia de Haia (Luís Felipe de Lima - Nei Lopes)
11 - Oló (Nei Lopes)
12 - Ondina (Everson Pessoa - Nei Lopes)
13 - Meia Cabeleira (Luiz Fernando - Nei Lopes)
14 - Recordando Seu Libório (Cláudio Jorge - Nei Lopes)
15 - Confraria (Dauro do Salgueiro - Nei Lopes)
16 - Samba Emprestado (Nei Lopes)



Fonte:
Dicionário da MPB
mpbnet
Wikipédia
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